O Ibovespa (IBOV) perdeu 4,7 mil pontos em uma sessão marcada pela aversão a risco no exterior, com escalada nas tensões no Oriente Médio e barril do petróleo Brent acima de US$ 100.
Nesta quinta-feira (12), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,55%, aos 179.284,49 pontos.
As atenções continuaram concentradas no exterior. Por aqui, os investidores reagiram, ainda que em segundo plano, a dados domésticos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,70% em fevereiro, após alta de 0,33% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses até fevereiro, o IPCA teve alta de 3,81%. Os resultados vieram acima do esperado.
O holofote, porém, foi o anúncio de medidas para conter os preços dos combustíveis. O governo zerou a cobrança dos impostos PIS/Cofins sobre diesel para importação e comercialização e anunciou a subvenção ao óleo diesel para produtores e importadores, a ser operada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) condicionada à comprovação de repasse ao consumidor.
Em contrapartida, Palácio do Planalto anunciou um imposto de 12% sobre exportação de petróleo.
A subvenção e zeragem dos impostos representam uma redução de R$ 0,64 no preço do litro de diesel nas refinarias. Já o impacto da renúncia do PIS/Cofins e da subvenção é de R$ 30 bilhões nos cofres públicos, de acordo com os cálculos do Ministério da Fazenda.
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